O cenário econômico de 2009 foi voltado para o combate da crise financeira internacional, que contaminou a economia. Ao longo de 2009, o País foi regido por políticas governamentais anticrise focadas no fomento ao crédito e na desoneração tributária, com objetivo de dinamizar a economia real. A contaminação do crédito com os incentivos tributários foi fundamental para o resgate da confiança das pessoas no mercado de trabalho e para gerar efeitos multiplicadores no emprego e renda. (Fecomércio, Econômico, Belo Horizonte – Janeiro 2010-Nº 347- Ano 29)
Nesta edição faremos um comparativo das Inclusões e exclusões de SPC de Cheques e da Consultas do Serviço de Proteção ao Crédito de São João del-Rei (SPC) do ano de 2008 e 2009.
Analisando primeiramente as inclusões de SPC, constamos que em 2008 foram realizadas 18.478, aumentando para 19.488 em 2009, representando dessa forma, um aumento de 5,47%. No que se refere às exclusões de SPC, foram 12.092 em 2008, passando para 13.144 no ano passado. Sendo assim, houve um acréscimo de 8,70%.

Fonte: Serviço de Proteção ao Crédito de São João del-Rei (SPC)
As consultas obtiveram aumento de 6,11%, sendo realizadas 303.966 em 2008 e 322.543 no ano passado.

Fonte: Serviço de Proteção ao Crédito de São João del-Rei (SPC)
Por outro lado as inclusões e exclusões de cheques tiveram queda de 2,91% e 80,80% respectivamente. Em 2008 foram feitas 825 inclusões de cheques, diminuindo para 801 em 2009. As exclusões foram 2.063 em 2008, diminuindo para 396.

Fonte: Serviço de Proteção ao Crédito de São João del-Rei (SPC)
Cresce menos a inadimplência do consumidor em 2009, segundo Serasa.
A inadimplência do consumidor cresceu 5,9% em 2009, em relação a 2008. Segundo a Serasa Experian, o baixo patamar foi resultado da recuperação da economia brasileira, da normalização do crédito, dos juros mais baixos e da geração de empregos.
Quanto ao indicador de inadimplência em 2008 o mesmo apresentou avanço de 8%. Somente em dezembro de 2009 a inadimplência recuou 3,3% na comparação anual e apresentou alta de 3% ante novembro.
Ainda de acordo com a pesquisa, os consumidores brasileiros se endividam mais com os bancos e cartões de crédito. Tal comportamento, se mostra nos dados do acumulado do ano, quando as dívidas com bancos lideraram o ranking de representatividade da inadimplência, com 45% no indicador, ante os 43,2% registrados em 2008.
Já os cartões de crédito, ficaram em segundo lugar do ranking, representando proporção de 35,9%, ante os 33,7% verificados em 2009 Já os cheques sem fundos, por sua vez, saíram de uma representatividade de 21% para 17,2%. Por outro lado, os títulos protestados passaram de 2,2% para 1,9% nos onze primeiros meses de 2009.
No que se refere a valor médio, verificou um aumento na inadimplência com os bancos, cujas dívidas subiram 1,3% no acumulado do ano, para R$ 1.353,22. Porém, a situação pior foi a verificada nos cheques sem fundos, com avanço de 43%, para R$ 1.020,76; e nos títulos protestados, que cresceram 14,5%, para R$ 1.107,78. Por outro lado, as dívidas com cartões de crédito e financeiras, caíram 5%, para R$ 375,29.